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Meria e os Deuses

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Meria e os Deuses

Mensagem por Finn o Humano em Ter Fev 18, 2014 7:17 am


“Antes do mundo haviam os deuses, antes dos deuses havia o criador.”

Não podemos chamar de começo, algo que nem sequer existia. Nem o menor sinal de vida ou existência; nada. Era como uma tela pintada do mais puro negro de uma forma tão cruelmente brutal e distorcida que não era possível nem ao menos dizer que existiu um passado ou qualquer coisa antes daquilo, pois era impossível saber. Um terreno onde ninguém tinha pisado ou sequer se interessado em pisar. Só existia uma força denominada Criador. Você não pode dizer que o Criador é alguém, algo ou alguma coisa. Não pode dizer que é vida, pois caso diga, terá de assumir o paradoxalismo de que ele é a morte. O Criador simplesmente subsiste e sempre continuará a subsistir independente de qualquer vontade; acima de qualquer criatura. Acima até mesmo daquilo que é simplesmente o nada.

Mas por algum motivo, ele resolveu intervir naquela imensa dimensão caótica e torturantemente silenciosa. Decidiu que daria vida ao que poderia ser considerado sua obra prima e primordial que desencadearia o cenário mais notável de todos os tempos. De seu simples desejo, nasceu Hikari. Hikari fora o primeiro deus criado e não tinha uma forma exata. Era um simples espectro tremeluzente com voz branda e potente que ecoava pelo vazio. Não tinha o menor resquício de uma identidade, mas apenas o poder dado pelo seu criador, fazia com que seu corpo brilhasse forte. Percebendo isso, Hikari criou a Luz e iluminou a escuridão do vazio.

Entretanto, Hikari era uma ser de consciência. Olhou para o nada que aos poucos era preenchido pela luz radiante e questionou ao seu Pai. "Pai, qual o motivo de iluminar o nada?". O Criador,  ouvindo a pergunta de sua primeira criação respondeu dando vida a mais um ser. Da mesma forma que Hikari, Gaia, o segundo filho e deus, não tinha uma face. Era apenas um espectro em tons marrons e verdes que se mesclavam continuamente. Não brilhava como Hikari, mas emitia tanto poder como tal. Dentro daquele silêncio absurdo, antes de qualquer palavra dita após seu nascimento, Gaia estendeu as mãos e o vazio começou a ser preenchido. Depressões se formaram criando abismos, a terra se ergueu revelando as montanhas, gramas cresceram criando as relvas e as mais belas árvores brotaram do solo e deram cor ao que antes era um monocromático negro.

De posse de sua criação, Gaia, também dotado de consciência e inteligência também indagou para seu Pai, o Criador. "Pai, qual a necessidade dessa criação para apenas duas pessoas?". Respondendo-lhe então de maneira apropriada, O Criador deu vida a mais três deuses sendo eles Levi, Zéfir e Athlas. Assim como os outros dois, os três gêmeos não passavam de um espectro que definia sua função primordial. Levi fora responsável por complementar a criação de Gaia, fazendo jorrar sobre ela o que viriam a ser os rios e oceanos, enchendo as localidades necessárias e dando vida e rejuvenescimento por onde passasse. Zéfir fora a deusa criadora dos ventos e tempestades; das brisas e furacões. Seus gestos gentis ou sólidos enviavam o alívio ou o terror à Terra de Meria, nome dado pelo deuses ao local de onde cogitaram reunir suas criações. Dentre os deuses, Zéfir reconheceu a imensa importância de Gaia para a criação da Terra de Meria e, ajoelhando-se diante do deus, jurou sua servidão eterna, tornando-se também a Deusa da Servidão.

Por fim, o terceiro dos gêmeos, Athlas, Deus de personalidade acirrada e irreverente criou o fogo, um poderoso e místico elemento capaz da ser uma das maiores utilidades da Terra de Meria e também uma de suas principais e destrutivas armas. Não obstante uma enorme bola de do mesmo elemento místico escarlate que brilhava boa parte do tempo nos céus, se extinguindo por um período e retornando tão forte como nascera. Olhando para o que denominou Sol, vangloriou-se de suas criações, considerando-as as mais importantes de todas. "Não resta dúvida de quem seja a melhor criação!".

Os deuses, ainda sem expressão não puderam exibir nenhum sorriso e desgosto, apenas ignorando Athlas por sua prepotência. Hikari então interviu e disse-lhes. "Irmãos, juntemos nossas criações e façamos nossas próprias formas de vida!". Atendendo ao pedido de Hikari, os deuses transbordaram poder dado pelo Criador e povoaram toda a Terra de Meria, criando as mais diferentes raças de seres vivos e animais, através de um sistema único e corpóreo. Da terra, Gaia fez erguer o primeiro protótipo humano. Levi fez com que a água penetrasse e Hikari iluminou seu interior. A junção de seus poderes fez crescer a sustância orgânica e vital de todo os seres humanos e criaturas viventes. Athlas incendiou os corpos permitido-lhes uma alma ardente e por fim, Zéfir fez o ar penetrar em suas narinas, dando-lhes vida.

Tendo então dado vida aos cinco deuses, O Criador percebeu que devido suas personalidades e intuições iria existir discórdia e pretendendo aniquilar isso, fez sua última e mais poderosa criação: Hakuren. Hakuren nasceu de uma imensa explosão de energia mística e foi o único dos Deuses a nascer com um corpo humano e completo. Sua essência transbordava poder e impressionava seus irmãos que reconheceram seu reinado. Da mesma forma que Gaia, antes de qualquer palavra, Hakuren cortou o ar com as mãos e dividiu a dimensão em duas e copiou toda a criação feita até o momento, transportando-a para segunda dimensão assim como todos os seres vivos já criados, acrescentando outros mais.

À medida que tudo de desenvolveu e se criou, os deuses aperfeiçoaram suas personalidades, corpos e aparência, mudando-a de eras em eras dependendo do trajeto de toda a humanidade. Todavia, uma pergunta feita desde os tempos da criação primordial ainda repercutia fortemente entre os Deuses que se lembravam cristalinamente quando Hakuren olhou os céus e indagou ao Criador. "Pai, e agora? Qual o nosso propósito e o que devemos fazer?"

Todos esperaram uma resposta da tão poderosa força divina que os criou... E ainda esperam até os dias de hoje.
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