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Inferno e os Reis

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Inferno e os Reis

Mensagem por Beremiz em Qui Mar 06, 2014 11:30 pm

Há diversas teorias sobre como fora criado o inferno. Uns dizem que ele simplesmente já existia. Outros acreditam que Lúcifer caiu dos céus abrindo um buraco no centro da terra, afundando no mais profundo abismo e criando ali o seu lar. Existem diversas dogmáticas mais radicais a respeito disso, mas todas elas estão erradas. O Inferno ou submundo como muitos chamam, nasceu de um ponto crucial e comum entre todo o continente de Airem e Meria: A Morte.

Ter a humanidade criada e um mundo para que pudesse viver, não acarretou em plena paz. A evolução de uma sociedade que buscou por diversos anos expansão territorial e cada vez mais recursos para sobrevivência, teve seu curso preenchido com o ar da morte. Guerras explodiram, assassinatos foram encomendados e cidades fora arrasadas. Mas tudo isso não acontecia somente em Airem. Em Meria, a discordância dos Deuses também causava prejuízos desastrosos e irreparáveis. Os Imortais caiam um a um em diversas Guerras Divinas ou conflitos contra os Deuses Menores em busca de um lugar ao trono ou uma simples garantia de poder.

Banidas eternamente e sem um lugar para onde pudessem seguir, essas almas simplesmente eram jogadas no mundo e vagavam perdidamente em busca de uma resposta ou um perdão que os trouxessem de volta ao seu mundo; sua vida. Todavia, ainda tinham consciência. E fora tal consciência que os fizeram buscar por algum lugar; uma morada, morada essa que viria a ser o Inferno. O local tratava-se de uma dimensão separada e que começou a abrigar as diversas almas que ali entravam. A dimensão, porém, tinha a peculiaridade de se alimentar da maldade e perversidade humana e durante eras sombrias no mundo de Airem, o poder da dimensão cresceu, expandindo-os para os seres que ali vivam.

Com o tempo, uns tornaram-se mais fortes que outros. Graças ao poder corrompido que se erguia dos diversos vórtices da dimensão, começaram a assumir formas humanóides, muitas vezes dantescas. Outros conseguiam ter a um aspecto mais belos, mas nada comparado a um humano. Dentre as milhares de almas renascidas da fermentação de todo mal existente em uma terra, formaram-se os primeiros demônios e entre os próprios novamente estouraram diversas guerras pela disputa de poder dentro daquela dimensão. Durante eras de combate e violência, ergueram-se os que foram denominados de Três Reis: Lúficer, Astarote e Behemot.

Lúcifer, o mais ardiloso de todos os três, de forma inexplicável abdicou de seu trono supremo, voltando-se para os profundezas das dimensões, levando seus servos e filhos consigo para o local onde viria a construir seu próprio Reino. Não se excluindo de tais decisões, Behemot e suas horrendas crias e filhos também criaram seu reino, tendo Behemot conseguido o título de Primeiro rei. Astarote, a única mulher dentre os três e que se recusou a ser chamada de Rainha, tomou para si o título de Segundo rei e da mesma forma que Lúcifer, reuniu seus belos filhos e criaturas, trazendo-os para o seu próprio reino.

Apesar dos títulos, todos os três tinham poderes equivalentes, não existindo uma hierarquia dessa forma. Na medida e extensão das eras, os demônios ficaram cada vez mais poderosos, aumentando suas castas e construindo seus exércitos. Muitos chegam a afirmar que os Três Reis tem juntos o poder equivalente a todos os Deuses de Meria. Todavia, a ganância e o ódio que carregaram uns para com os outros, impede que consigam trabalhar em harmonia. As castas de Astarote e Behemot estão sempre em conflitos e em uma tensão crescente; já Lúcifer, não interfere e se mantém recato reinando como um soberano adormecido.

Independente da vontade de qualquer um, a Morte a maldade humanas sempre vão existir, logo o Inferno nunca poderá ser destruído em tese. Os demônios sempre reinarão e sempre irão existir uma vez que suas almas se corrompem. No Inferno não existe esperança; não existem sonhos, muito menos ajuda. Ali, as esperanças sãos destroçadas, os sonhos são apagados e a ajuda nunca virá. Uma vez pisado nos confins tenebrosos dessas terras,  não há mais volta.
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